plano simples pt. III

Uma outra garota surge de dentro do hotel. Ela diz que sua tia está hospedada lá, e que o hotel se recusa a dar informações se eles se hospedariam lá. Eu, Lara e Aline, que estávamos em um dia de sorte, resolvemos tentar. Primeiramente, o moço do balcão foi solícito e disse que não estava informado de nada, mas que recebeu a informação de que eles se hospedariam no Fasano, em Ipanema. Lara resmungou.

Voltei lá pra fora e sentei, enquanto elas tentavam arranjar outras informações. As duas voltam rindo, dizendo que um cara lá dentro informou a elas de que eles já haviam chegado, e às 7 da manhã saíram do hotel numa van cheia de instrumentos, em direção ao Citibank Hall. Ignoramos essa situação, já que naquele momentos eles estavam em um avião vindo em nossa direção.

E agora? Inter ou Fasano? Resolvemos ignorar a informação do Fasano, íamos esperar ali até o inferno. Como estava calor, resolvemos entrar no hotel e esperar lá dentro. Para disfarçar, iríamos até o restaurante pedir qualquer merdinha e, como estávamos consumindo, não iríamos ser expulsos. Enquanto tramávamos isso, surge outro grupo. Um grupo que sabíamos que nos trariam problemas. Eles eram o típico grupo "OMGPIERREALOK", coisa que não éramos. Em São Paulo, como me informou a Lara, os fãs deram ADP e resolveram atacar os integrantes da banda, que ficaram visivelmente chateados. Queríamos um grupo pequeno para evitar isso. Como chegamos primeiro, resolvemos botar ordem naquela porra.

Entramos no hotel, e o ar lá emanava poder. Parecia que até respirar lá dentro era cobrado. Se olhássemos pra esquerda, víamos o restaurante. E, surrealmente, uma loja da H.Stern. QUEM COMPRA JÓIAS DENTRO DE UM HOTEL? Mas enfim, nosso grupo foi em direção ao restaurante e, pasmem, os "OMGPIERREALOK" já estavam lá. Pedimos água e refrigerante, eu abri minha caixa de Bis Branco que havia levado, comemos chocolate e bebíamos. Detalhe, a garrafinha de água custava R$5,50. A latinha de Coca-Cola custava R$7,50.

Quando já passava das 13, e nenhum sinal deles, os atendentes do hotel resolvem nos expulsar (de maneira delicada, lucky!) de lá, dizendo que o restaurante era apenas pra hóspedes. Saímos, e a garota cuja tia era hóspede juntou com os pierrealok. Droga, menos uma aliada. Assim que saímos, um carro preto chega, e um solitário gorducho desce. As meninas surtão ao perceber QUEM ele é. Ele é simplesmente o Man of the Hour, talvez o maior fã de Simple Plan que existe, que segue os garotos em TODOS os shows. Conversamos com ele por cerca de meia hora, até ele entrar no hotel, deixar as malas e partir pro Citibank, já que ele era convidado especial pro soundcheck.

Assim que ele saiu, Andressa e Lígia chegam. Pronto, era a confirmação que a gente precisava. Eles realmente estavam indo pro hotel. Um segurança se aproxima do nosso grupo e pede pra falar comigo. Ele avisa que sim, a banda estava vindo pro hotel. Pede pra nos organizarmos, pra não causar confusão. Aviso que sim, nosso grupo já estava se organizando, e peço que ele fique de olho nos pierrealok, já que eles disseram que iam pular neles (mentira, mas eu sou malvado).

Eram 15:00 quando a primeira van preta chegou. Primeiramente, o boato das garotas do nosso grupo que disseram que o avião deles tinha saído às 11 era mentira. Segundo, na van só chegaram as malas deles. Terceiro, eles não tinham ido pro Santos Dumont. Eles vieram pelo Galeão. Se as malas chegaram, faltava pouco pra eles.


continua...