across the universe

Na primeira vez que vi Juno, nunca pensei que passaria tão pouco tempo até que eu encontrasse um filme onde eu enxergaria uma perfeição maior que no filme indie estrelado pela Ellen Page. Mas então, a HBO começa a anunciar Across the Universe, um romance musical onde a trilha sonora seria exclusivamente dos Beatles.

Hoje foi a estréia. Deitei na minha cama, aumentei o volume e comecei a assistir. É uma história que se mostra simples, mas onde a atuação contou tantos pontos, talvez mais até que a trilha sonora. A cena inicial mostra cenas de um baile de formatura e de uma rave, com Hold me Tight sendo cantada pela atriz (que eu não conhecia) Evan Rachel Wood. Só essa cena já faz você se apaixonar pelo filme.

O resumo oficial diz:

Década de 60. O filme começa em Liverpool, de onde o inglês Jude (Jim Sturgess) decide partir para os EUA em busca de seu pai. Lá, ele conhece um estudante rebelde, e se apaixona por sua irmã (Evan Rachel Wood). Esta por sua vez, acaba envolvendo com emergentes movimentos de contra-cultura, da psicodelia aos protestos contra a Guerra do Vietnã, tendo como guias o dr. Robert (Bono) e o sr. Kite (Eddie Izzard). Em meio às turbulências da época, Jude e Lucy vão passar por situações que colocam sua paixão em choque.

Bono Vox fazendo o Dr. Robert? Impagável e irritante. O ator Jim Sturgess tem uma voz impressionante, o dueto que ele faz com seu amigo Max para Hey Jude é o melhor momento do filme. O clima sombrio de Happiness is a Warm Gun, cantada por doentes e mortos da guerra do Vietnã, a emocionante cena final com All You Need Is Love...

TUDO nesse filme é perfeito. Personagens profundos e superficiais ao mesmo tempo. Destaque pra cantora em ascenção Sandie e a lésbica Prudence, as duas impagáveis quando toca Being for the Benefit of Mr. Kite.

Filme nota 10, elenco nota 10, roteiro nota 10, trilha sonora nota 10.
Bye Juno, você arranjou um concorrente à altura.