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Eu sempre tive dificuldade em definir quem seria meu melhor amigo.

Sou uma pessoa que confia demais, mas ao mesmo tempo tenho uma habilidade incrível de fazer as pessoas confiarem em mim. Sou cercado de gente que me conta segredos, e me vejo seguro pra contar os meus também. Ou não.

É raro que eu me abra totalmente com alguém. Quando digo totalmente, é em todos os detalhes. Fernando poderia ocupar esse lugar, mas não... eu não troco confissões com ele. Talvez o Di, mas apesar de ainda sermos ótimos amigos, não temos mais aquele 'tchan' de cumplicidade. Talvez o Tony, mas agora ele me odeia, tá meio difícil.

Eu tinha o Luks. Mas ele morava em São Paulo, a gente nunca tinha se visto. É meio difícil contar isso como 'melhor amigo'. O mesmo pro Pedro, que tá lá em Maceió com seu Play2 recém-comprado. E quanto ao Luks, a gente não se fala mais, ele tá totalmente fora de cogitação em termos de confiança.

E então surge o Kauê.

Conheci o Kauê no final de 2007. Era amigo do Iran (que naquela época era meu melhor amigo, talvez) e ia vir aqui pro condomínio pra pegar a Rachel, um objetivo nem um pouco digno. Então, houve uma sociabilização rápida pelo msn, tivemos uma conversa engraçada ele, Iran e eu. E no mesmo dia, mais à noite, eles vieram.

Admito, não fui com a cara do Kauê. Nem um pouco. Apesar dele e eu sermos totalmente iguais em TUDO (muitos dizem que até na aparência), meu santo não bateu com o dele. E o dele bateu com o meu. Resumindo, ele me achava legal e eu achava ele um porre. E durante aquela noite/madrugada de conversa, eu fui alguém extremamente falso.

Na bela manhã seguinte, eu finalmente [re]conheci o Kauê. Iran, Kauê e João, algo que parecia (sim, parecia) ser pra sempre, uma amizade estranha que tinha tudo pra dar errado, mas que deu certo (por uns meses). Quando essa amizade acabou e foi cada um pro seu lado (ou melhor, eu pro meu lado e os dois pro outro), surgiu o Di. Kauê ficou totalmente esquecido do que ele já significou pra mim.

Depois de meses sem se falar, sem ter o mínimo contato, sem nem procurar saber da existênca do outro, a gente se reencontrou na estréia de Batman. Um evento apocaliptico, com certeza. Não mudou muita coisa. No dia 24 de outubro de 2008, na fila do show do Paramore, eu conheci o Cauêh, que era amigo do Kauê. Segundo evento apocalíptico. Teve um terceiro evento apocalíptico, agora em dezembro, mas eu esqueci. Mas no terceiro, decidimos que a gente tinha que se reencontrar pra conversar da vida.

No dia 4 de janeiro desse ano, eu vi o Kauê de novo. E foi como se um ano não tivesse se passado. Ali tava meu melhor amigo de novo, firme e forte, o único que eu sabia que podia contar sem NUNCA me arrepender, que nunca ia me decepcionar. Eu contei um ano de vida pra ele, ele me contou um ano de vida. Contamos problemas, alegrias, mágoas. Meu melhor amigo, o amigo que eu só precisava procurar de novo, tinha voltado.

Então, que o ano de 2009 seja bom pra você. Tá na hora de passar de ano, filho de kenga. Tá na hora de você terminar a porra do ensino médio, aí a gente vai poder rachar um apartamento, e fazer facul *-* A gente vai morar onde quiser, ir pras raves e voltar às 6 da manhã, e o problema vai ser NOSSO, já que a gente que paga nossas contas. Mas olha, piranha. Se você continuar repetindo de ano vai ficar difícil.

E ainda mais agora, que a vida de um tá bem parecida com a do outro (piada interna).

Mano, você nem sabe o quanto é especial, e o quanto foi bom saber que você voltou, e que eu posso contar sempre contigo. Te amo pra caralho, puta ♥

e CREW em você.

J.